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“Pare de chorar! Você está agindo como uma menina.” (Domínio Próprio Parte VII)
“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras.” Tito 2: 11-14
Tito 2:12 nos diz que a graça de Deus nos ensina a rejeitar o que não é bom e a vivermos vidas auto-controladas. Em outras palavras, o conhecimento de que somos salvos pela graça nos ajuda a “dizer não” aos nossos maus hábitos.
A palavra traduzida como “ensina” é uma palavra que muitas vezes é traduzida como “castigo” ou ’disciplina’. É uma palavra de conotação forte e que significa muito mais do que apenas “instruir. Esta palavra significa exercitar ou treinar ou até mesmo “confrontar.”
Isto vai contra a noção comum de que se falarmos muito com as pessoas sobre como somos gratuitamente salvos pela graça, isto irá levá-las a viver de forma libertina. Pois, segundo os que assim pensam, a motivação das pessoas para obedecer à Deus será removida. Se quando você remover de seu coração todo o medo da rejeição divina, (como o evangelho o faz) você perder toda a motivação para o seu viver santo – então a única motivação que você tinha era o medo.
Pense em todas as motivações para se dizer “não” aos nossos maus hábitos que são baseadas no medo.
- Algumas pessoas dizem Não a um comportamento imoral, por medo de Deus
puni-las e não responder suas orações. - Algumas pessoas dizem Não, por medo de perderem a imagem de bonzinhos.
- Alguns dizem Não, por medo de perder o auto-respeito.
- Algumas pessoas dizem Não, por medo do que Deus, os outros ou até elas mesmas lhes farão.
O problema em se usar o medo como motivação para adquirir auto-controle é que o medo é, por natureza, extremamente egocêntrico. É basicamente usar pecado para acabar com o pecado, o que é sempre contra-produtivo. Por exemplo, muitas vezes adultos ajudam meninos a adquirirem controle emocional dizendo: “Pare de chorar! Você está agindo como uma menina.” Esse medo de ser ridicularizado pode ajudar o menino ter controle, mas o faz por levá-lo a sentir-se superior às mulheres. Mais tarde (especialmente no casamento), esta dureza de coração e superioridade pode causar dificuldades para se relacionar com mulheres ou pode levá-lo a ser muito antipático com os outros.
Acabar com a falta de domínio próprio através do medo é simplesmente se libertar de uma escravidão (a das emoções) para entrar em outra escravidão (a do orgulho e das aparências.)
Então como o evangelho da graça nos dá uma nova motivação para a santidade, uma que não é baseada no medo e ainda assim nos confronta e é muito eficaz?
A resposta a esta pergunta no nosso próximo post.
Pr. Rodrigo DeOliveira

