O coração do homem segundo o coração de Deus. (Longanimidade Parte I)

May 19, 2010 at 11:38 pm Leave a comment

Salmos 3

Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! Muitos se levantam contra mim. Muitos são os que dizem de mim: Não há socorro para ele em Deus. Mas tu, Senhor, és um escudo ao redor de mim, a minha glória, e aquele que exulta a minha cabeça. Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde. Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta. Não tenho medo dos dez milhares de pessoas que se puseram contra mim ao meu redor. Levanta-te, Senhor! salva-me, Deus meu! pois tu feres no queixo todos os meus inimigos; quebras os dentes aos ímpios. A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção.”

Este Salmo foi escrito por Davi quando fugia do exército de seu filho Absalão. E podemos dividi-lo em quatro seções: versos 1-2; 3-4; 5-6; 7-8. Nestas seções podemos perceber claramente o progresso do coração de Davi enquanto orava seu sofrimento a Deus. As progressões são estas:

  • A primeira seção é um grito por socorro. (Versos 1-2)
  • A segunda seção sai do grito por socorro e avança para a certeza de refúgio e segurança futura. (Versos 3-4). Nesta seção, ele lembra que Deus é soberano e está no controle, e que Ele é um Deus que ouve orações.   Portanto, ele não precisa temer por sua vida.
  • A terceira parte progride de apenas ter certeza de que socorro e proteção virão à experiência de uma presente paz.(Versos 5-6). Apesar de que a libertação ainda não acontecera, Davi experimenta “A paz que excede todo o entendimento“. Por isso ele dorme um sono tranquilo e profundo.
  • Finalmente, a quarta seção se move para além de um simples pedido pessoal e individual por segurança, se move para um chamado à vitória sobre a injustiça (v.7) e a uma paixão pelo bem e pela benção da casa de Davi (v.8)
  1. E aqui está um bom teste para saber se temos triunfado sobre o sofrimento:
  2. Não teremos verdadeiramente triunfado se apenas lidarmos com o sofrimento psicologicamente.
  3. O sofrimento nos torna egocêntricos e não permite que demos de nós mesmos  aos outros e a nossa comunidade.
  4. Para Davi, essa nova preocupação pela justiça e pela comunidade é uma re-captura de sua vocação como rei.

“Para Davi, chamado à realeza… [como somos nós, Ap 22:5] refugiar-se  não basta. Aceitar menos do que a vitória seria virtualmente abdicação: por isso há  os termos inflexíveis no versículo 7” (Derek Kidner, p.70).

Mas, embora não sejamos reis como Davi, podemos ter certeza que não teremos nos recuperado do sofrimento até que nos tornemos novamente envolvidos no ministério e na comunidade. Veja que Davi começou a pensar dessa forma antes mesmo do seu sofrimento chegar ao fim. Esta atitude é uma das maneiras nas quais emergimos das profundezas e triunfamos sobre a tristeza e a angústia. Assim mesmo sofrendo podemos ter certeza que seremos vitoriosos.

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