Mas tu, Senhor, és um escudo ao redor de mim. (Longanimidade Parte III)

May 28, 2010 at 7:28 am Leave a comment

Mas tu, Senhor, és um escudo ao redor de mim, a minha glória, e aquele que exulta a minha cabeça. Com a minha voz clamo ao Senhor, e ele do seu santo monte me responde. Eu me deito e durmo; acordo, pois o Senhor me sustenta.” Salmos 3: 3-4.

Como vimos anteriormente, Davi estava sendo perseguido pelo exército de seu filho Absalão. Ele corria perigo de vida e estava passando por uma enorme humilhação. Mas mesmo vivendo esta angustiante situação ele escreve estas palavras nos versos 3 e 4. A pergunta que surge é: como Davi encontra segurança e confiança diante das perseguições? E diante desta questão a dúvida se instala: Será que devemos acreditar que Deus nunca permite que nada realmente ruim aconteça a um crente?

A primeira frase do v.3 usa a metáfora de um escudo: “Mas Tu Senhor, és um escudo ao redor de mim”. A preposição que é traduzida “ao redor “é muito forte. E também pode ser traduzida, “Você é um escudo que me cobre completamente.”

Este escudo não é daqueles pequenos escudos que vemos nos filmes épicos. Aquele escudo que soldados usavam no combate homem a homem. O escudo a que Davi se refere era longo, do tamanho de uma porta, e era usado para proteger o corpo inteiro contra o ataque de flechas. Era um escudo usado para atacar. O soldado o segurava a frente do seu corpo enquanto caminhava em direção uma fortaleza. Literalmente, nada poderia penetrar este tipo de escudo. Por isso Davi se sentia seguro mesmo diante dos ataques inimigos.

Mas o que essa promessa – Deus é um escudo ao nosso redor – realmente promete?

  • Esta não é promessa de que ninguém nunca irá fazer algo contra você que lhe causará dor e danos. Isso não seria condizente com a história dos santos da Bíblia e, especialmente, com a história de Jesus.
  • Esta não pode ser uma promessa de que ninguém nunca será capaz de te roubar, enganar, nem ser capaz de, literalmente, apontar uma arma contra você.
  • Mas o que esta promessa realmente promete é que qualquer dor que passar pela proteção de Deus, será apenas parte de Seu sistema de defesa a longo prazo. Deus está sempre nos protegendo, mesmo quando pareça que até Ele mesmo está contra nós.

Se sofremos hoje será apenas para nos proteger de algo muito mais prejudicial no futuro. Se perdermos alguma coisa agora, será apenas para nos proteger de perder algo maior mais tarde.

Assim, muitos cristãos podem testemunhar de um episódio de sofrimento que os levou a ver falhas, pecados e uma necessidade maior de Deus, de modo que tal sofrimento salvou sua vida espiritual. Talvez o exemplo mais vivo disso seja Jó. Satanás o atacou, na esperança de destruir espiritualmente e materialmente a Jó. Deus, porém, apenas permitiu sofrimentos na vida de Jó na medida necessária para que Jó crescesse a altura de grande servo de Deus. Objetivo este que Satanás tanto queria impedir.

Outra vívida ilustração é a de José e seus irmãos. Seus irmãos fizeram o que podiam para destruir José, e José sofreu muito. Mas um dia, depois de muitos anos de sofrimento e vitória, José olhando para trás em sua vida, pode dizer: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos. “(Gen.50: 20). No caso de José, Deus estava protegendo José e seus irmãos COM sofrimento e não apenas DO sofrimento.

A promessa aqui não é – “Deus não vai permitir que eu sofra”, mas – “Mesmo se eu sofrer, Deus estará me protegendo das intenções dos meus inimigos e do próprio Satanás.” Isto nos leva à um sono tranquilo (v.6)!
É a garantia de que “ninguém pode realmente e verdadeiramente me prejudicar.” É a garantia de que “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam Deus “(Rom.8: 28).

Se, porém, lermos Salmo 3:3 como uma garantia de que coisas ruins não podem acontecer a nós, a promessa que muito pode nos dar paz em todos as circunstâncias, será a causa (eventualmente) de desespero e profunda ira contra Deus.

Penso nisso!

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Deus nunca me salvará. (Longanimidade Parte II) Adultério, assassinato, ódio do filho, mas de cabeça erguida. (Longanimidade Parte IV)

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