Sonda me Senhor… vê se há em mim algum caminho mal…” só pode acontecer através do sofrimento.

June 10, 2010 at 6:34 pm Leave a comment

Cristo sofreu — não que não possamos sofrer, mas que em nosso sofrimento nos tornemos como ele. Podemos agrupar as razões de Deus para o sofrimento em quatro categorias. Primeiro, nós sofremos para o nosso próprio bem: para que possamos aprender quem é Deus (Sl 46:1; Dn 4:24-37); para podermos aprender a confiar nele (2 Co 1:8-9) e para obedecê-lo (Sl 119:67-71). Também para que possamos dar frutos (Jo 15:2), sermos moldados à imagem de Cristo (Rm 8:29), e alcançarmos maturidade de caráter (Rm 5:3-4; 2 Co 9:2; 12:9; Hb 12:1-13; Tg 1:4). Em segundo lugar, nós sofremos pelo bem do povo de Deus. Para que eles tenham coragem (Fp 1: 14) e graça (2 Co 4:15). Para que, por causa da “morte” operando em nós, a vida possa operar neles (2 Co 4:12; Gl 4:13; 1 Jo 3:16). Em terceiro lugar, sofremos pelo bem do mundo: para que seja mostrado a eles o que significa amor e obediência (Mt 27:40-43; Jo 14:31). Para que a vida de Jesus possa ser visível na carne humana (2 Co 4:10). Em quarto lugar, sofremos pelo amor a Cristo: para que possamos nos identificar com ele (Gl 2:20). Para que possamos participar de seus sofrimentos e glória (Rm 8:17-18; 2 Co 4:17; Fp 1:29, 2:17, 3:8,10; Hb 2:9-10; 1 Pe 4:12-13).” – Elisabeth Elliott

Mesmo não sabendo a razão do sofrimento, a citação de Elisabeth Elliot nos mostra que há um número de razões “penúltimas” porque sofremos. Pense em Jó, Jonas, Davi e o cego de nascença de João 9. Como cada um desses exemplos mostra algumas dessas razões.

A experiência do sofrimento de Jó.

Quando tudo desmoronou na vida de Jó, ele continuava à procura de um pecado pelo qual ele estava sendo castigado ou mesmo por uma lição que ele deveria aprender. Em outras palavras, Jó queria saber qual era o problema em particular ou a razão pela qual Deus estava permitindo-lhe sofrer. Mas em vez disso, Deus estava o levando à obedecê-Lo simplesmente por Deus ser quem é, e não por aquilo que Ele pode dar. A única maneira possível de se tornar uma pessoa de caráter, de grandeza e de alegria é aprender a obedecer a Deus simplesmente por deleite e honra a Deus, e não por um desejo de usar a Deus para outros, não-negociáveis (e portanto, indispensáveis) fins.

Satanás sabia que, em certa medida, o caráter de Jó era superficial. Ele disse a Deus, na realidade, “Jó serve ao Senhor apenas para levá-lo a fazer coisas para ele. Ele está tentando controlar você através de sua obediência. O amor de Jó por Ti é, portanto, condicional “. Isso não era em todo verdade, não ao nível que satanás afirmava. Se fosse assim, Jó teria sido um crente nominal e toda sua fé teria se esvaído no calor do seu sofrimento. Mas, em certa medida, a acusação de satanás era verdadeira, como acontece com todos nós.

Até certo ponto, Jó alicerçou seu relacionamento com Deus em suas própria obras e obediência, e a prova disto é que ele acreditava que Deus lhe devia uma vida confortável. Quando o sofrimento veio, Jó disse, repetidas vezes: “Eu vivi uma vida de obediência, então eu não mereço isso.” A implicação é que, na opinião de Jó, ele merecia um tratamento melhor por causa de sua justiça. Obras de justiça, portanto, não pode ter sofrimento. A velha lei moral de causa e efeito.

Jó buscou em vão por uma lição específica, mas a lição foi na verdade uma revelação sobre todo o teor da sua vida. O sofrimento veio para revelar e destruir esta visão (lei moral de causa e efeito) sobre as obras de justiça. Quando Deus tirou a prosperidade e o conforto, Jó se torna furioso e cheio de justiça própria, o que prova que ele estava servindo a Deus por aquilo que ele poderia extrair de Deus – não por quem Deus é. Prova também que Jó servia a Deus não por gratidão pela salvação, mas tentava usar a Deus como uma alavanca para alcançar as coisas que funcionavam como salvação na vida em sua vida, as coisas que justificavam sua existência (prosperidade, família, conforto, reconhecimento).

A experiência do sofrimento de Davi.

Quando tudo desmoronou na vida de Davi, havia uma lição muito específica a ser aprendida, pois havia um pecado muito específico. Ele tinha violado gravemente a lei de Deus ao possuir Bate-Seba, mulher de um outro homem, e por ter tramado a morte do marido dela. Em seguida, o filho de Davi com Bate-Seba morre.

Será que Deus estava punindo Davi? E o caso de Jonas, será que Deus estava punindo o também por seus pecados? Minha resposta é não. Romanos 8:1 diz que “não há condenação” para um crente. Isto significa simplesmente que, se Jesus recebeu o castigo e fez o pagamento por nossos pecados, Deus não pode receber um novo pagamento de nossa parte! Por causa da obra de Cristo, Deus não faz “retribuição” a um crente, e se ele realmente fosse nos punir por nossos pecados, nós todos teríamos sido mortos a muito tempo!

Mas Deus muitas vezes aponta alguns aspectos da miséria deste mundo [causado pelo pecado em geral – Gen.3; Romanos 8:18 em diante] E permite certos sofrimentos entrarem em nossas vidas para nos acordar e nos levar de volta a ele. A severidade destes depende da necessidade do nosso coração.

Imagine um homem que fica noivo e termina com cada noiva 5 vezes consecutivamente. E ele faz isto porque cada noiva tem falhas, ele confunde estas ocasiões para terminar o noivado por razões. Mas, na realidade, a razão é o seu perfeccionismo, e um sentimento de superioridade moral é a causa raiz. Uma grande tentação e consequentemente o fracasso moral pode ser a única forma para que este homem seja humilhado e se desperte para essa barreira. O Salmista diz “Sonda me Senhor e me conheces… vê se há em mim algum caminho mal…” Em geral, isso só pode acontecer através do sofrimento.

A experiência do homem cego de nascença.

Em João 9, os discípulos vêem um homem que nasceu cego. Os discípulos perguntam a Jesus: ” Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (V.2). Esta pergunta está carregada de justiça própria. Ela parte do pressuposto de que eles não são pecadores ou nem são pais de pecadores, uma vez que eles e seus filhos gozam de boa saúde. Esta é a mesma posição dos amigos de Jó, (e até mesmo, no início, a posição de Jó) alguém moralmente bom merece uma vida circunstancialmente boa, e, portanto, aqueles que não tem a segunda é porque também lhes faltam a primeira.

Jesus rejeita o erro e diz: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus. “(v.3). Jesus mostra que o sofrimento pode ser tão misterioso que nem sempre  é causado por um pecado específico ou por uma imaturidade quanto ao evangelho. Nós todos fazemos parte desta natureza que geme sob o peso do pecado (Rom.8: 18 em diante) até o Dia do Senhor. No entanto, apesar de um cristão participar do sofrimento deste mundo, ele ou ela pode ter a certeza de que o sofrimento em suas vidas é uma forma cuidadosa de Deus fazer o seu trabalho em nós, ou através de nós por meio de um sofrimento (João 9:1-2; Rom. 8:28; Heb. 12:1-14; Fil. 1:12-30).

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Será que Deus está disposto a prevenir o mal? Mãe, provérbios me mandou calar a boca!!!!!!

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